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SOS Cerrado: Projeto bilionário planta 164 mil árvores para salvar a bacia do Rio Araguaia (MT)

A recuperação de áreas degradadas na bacia do Rio Araguaia, em Mato Grosso

SOS Cerrado: Projeto bilionário planta 164 mil árvores para salvar a bacia do Rio Araguaia (MT)
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A recuperação de áreas degradadas na bacia do Rio Araguaia, em Mato Grosso, já contabiliza 164.110 mudas plantadas e 341 hectares em restauração. A iniciativa, impulsionada pelo programa Todos pelo Araguaia, busca reverter décadas de ocupação desordenada e tem como meta restaurar 5 mil hectares em 12 municípios mato-grossenses.

A ação ganha urgência diante do avanço do desmatamento. Um estudo da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), publicado na revista Global Change Biology, revela que o Cerrado perdeu cerca de 24 bilhões de árvores desde 1985. Além disso, 2,3 mil hectares na bacia do Araguaia possuem prioridade "alta" ou "muito alta" de restauração.

Como funciona a restauração nas fazendas

O projeto é gratuito para os produtores rurais e envolve cinco etapas fundamentais:

Diagnóstico e mapeamento das áreas degradadas.

Seleção de espécies nativas.

Isolamento da área (cercamento) e preparo do solo.

Plantio de mudas e controle de pragas (como formigas).

Manutenção e monitoramento do crescimento.

O investimento varia entre R$ 32 mil e R$ 62 mil por hectare, dependendo das condições do terreno e da necessidade de cercas. Na região leste do estado (Torixoréu, Guiratinga e Barra do Garças), a ONG Oréades já instalou mais de 31 km de cercas para proteger nascentes e Reservas Legais do acesso do gado.

Impacto econômico e hídrico

A recuperação traz benefícios diretos para a biodiversidade e para o agronegócio:

Proteção do Solo e Recursos Hídricos: As raízes profundas das árvores nativas contêm a erosão, evitam o assoreamento de rios e auxiliam no recarregamento dos lençóis freáticos.

Ganhos para o Produtor: O isolamento de brejos e nascentes evita a perda de gado por atolamento e garante a retenção de água na propriedade durante os períodos de estiagem.

Especialistas ressaltam que o restabelecimento completo da vegetação e o retorno da fauna local levam de 5 a 10 anos. Com quase 60% da vegetação remanescente do Cerrado localizada em áreas privadas, o engajamento dos fazendeiros é considerado decisivo para o futuro do bioma.

FONTE/CRÉDITOS: Agencia da Noticia
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