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Economia

Pivetta alerta: “A receita não vem sendo como nos outros anos”

Uma das causas é a redução dos preços dos produtos agrícolas, que impacta em toda a economia

Pivetta alerta: “A receita não vem sendo como nos outros anos”
O governador Otaviano Pivetta pede "cautela com a receita" do Estado diante da alta do petróleo e custos de produção Foto: Reprodução
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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) avalia “com cautela” a receita do Estado e fez alerta de que a perda da renda dos produtores rurais, devido à redução dos preços dos produtos agrícolas e o aumento dos custos da produção, compromete a arrecadação e todo o movimento econômico de Mato Grosso.

“Nós temos cautela. Porque a receita, esse ano, o desempenho da receita não vem sendo conforme aconteceu nos outros anos”, disse à imprensa. "A receita dos produtores baixou muito por causa do preço final dos produtos", explicou.  

A principal causa da cautela de Pivetta é o impacto na renda da produção do agro, que endividado, e com financiamento a juros altos, reduziu a margem de ganho e também o volume do dinheiro circulando no Estado. 

Com menos dinheiro em circulação, o consumo é reduzido e, desta forma, a arrecadação do principal tributo do Estado, o ICMS, reduz e diminui a receita do Governo. Esse é o entendimento da equipe econômica da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz). 

Investimentos e manutenção 

Um dos principais impactos com menos receita, explicou Pivetta, é que o Estado deixará de investir os atuais 20% da receita corrente líquida, que é o dinheiro que fica no caixa do Governo após repasses aos poderes, municípios e à Previdência e assistência social. 

Segundo dados da Secretaria de Fazenda (Sefaz-MT), o Governo deve investir este ano R$ 7 bilhões. 

A cautela defendida por Pivetta se explica ainda pelo fato do Governo ter que manter a folha de servidores efetivos convocados recentemente para segurança pública, saúde e educação. Além da manutenção de hospitais inaugurados este ano e a destinação de recurso para outras unidades de saúde já planejadas a serem construídas.

“Nós estamos vivendo um período de crise profunda no setor mais importante da nossa economia, que é a agricultura. E nós estamos olhando a receita com muita cautela”, reforçou. “As despesas têm aumentado na medida em que a gente convoca mais gente para trabalhar”. 

Custo do petróleo e insumos 

O governador explicou que a guerra no Oriente Médio e o consequente aumento do preço do petróleo impacta diretamente no agronegócio de Mato Grosso, por causa do custo embutido no transporte e no dia da operação do campo, que depende do combustível fóssil e seus deriados, assim como no cotidiano da economia e na arrecadação do Estado. 

"O petróleo é o insumo básico para nossa vida,  não só para agricultura, mas para todo cidadão mato-grossense. O petróleo influencia no transporte, nos bens de consumo, nos alimentos,  no custo de produção, porque as máquinas todas são tocadas com óleo diesel, no transporte coletivo. A influência do aumento do petróleo é muito ruim na nossa vida", explicou Pivetta. 

Como parte da demanda pelo combustível na cadeia de produação urbana e rural, o resultado é a redução na arrecadação do Estado e o freio na atividade econômica em função dos custos que impactam em todos os setores da atividade produtiva.

FONTE/CRÉDITOS: Olhar Alerta
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