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Jornalista registra BO após ser acusada por vereadores de vazar áudios da Câmara de Cuiabá

A jornalista e atual diretora de Comunicação

Jornalista registra BO após ser acusada por vereadores de vazar áudios da Câmara de Cuiabá
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A jornalista e atual diretora de Comunicação da Câmara Municipal de Várzea Grande, Larissa Malheiros, registrou um boletim de ocorrência por calúnia e difamação contra os vereadores de Cuiabá, Ilde Taques (Podemos) e Demilson Nogueira (PP).

No documento, registrado hoje (11), a profissional relata ter sido alvo de acusações graves durante uma reunião com cerca de 19 parlamentares, onde foi apontada como o pivô do vazamento de áudios internos do Legislativo.

Segundo o relato policial, o vereador Ilde Taques teria afirmado aos presentes que "investigou", junto com Demilson, a autoria do vazamento. Demilson, por sua vez, teria contado uma história inusitada para sustentar a acusação: disse ter encontrado um jornalista de Várzea Grande em um evento, que prometeu revelar quem era o informante caso o parlamentar "pagasse um almoço". Após o suposto acerto, o jornalista teria afirmado que Larissa era a responsável e mostrado mensagens que supostamente saíram do celular da vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade).

O caso tomou contornos mais graves quando, ao ser questionado como Larissa teria enviado mensagens se já não trabalhava mais no gabinete, Demilson teria afirmado que a jornalista "clonou o aparelho celular de Baixinha e passou para a imprensa". Larissa explicou à polícia que trabalhou com a vereadora apenas até outubro de 2025 e que jamais teve acesso ao aparelho pessoal da parlamentar.

Ainda conforme o BO, a farsa começou a ruir na própria reunião. Quando Baixinha disse que ligaria para Larissa para confrontá-la, Demilson teria pedido para ela "esperar" e se recusou a encontrar a jornalista. Questionado pela chefe de gabinete, Dione Duarte, sobre as provas, o vereador admitiu que "tinha visto, mas não as tinha" e que não serviria como testemunha, disparando: “Bosta quanto mais mexe, mais fede”.

Larissa relatou que chegou a procurar a presidente da Casa, Paula Calil, que confirmou ter presenciado as acusações, mas disse que "se não tinha provas, não poderiam falar nada". A jornalista afirma que a situação causou sérios prejuízos profissionais em Várzea Grande, onde muitos colegas e parlamentares passaram a ficar "com um pé atrás" devido às calúnias.

Entenda o caso

A polêmica central envolve o vazamento de áudios de um grupo de WhatsApp dos vereadores de Cuiabá, ocorrido em fevereiro, no qual Jefferson Siqueira (PSD) e Demilson Nogueira apareciam criticando a imprensa. Na época, Jefferson classificou a divulgação como uma tentativa de descredibilizar a Câmara e prometeu doar o dinheiro de eventuais processos contra jornalistas para instituições filantrópicas.

A reportagem tentou contacto com os vereadores Ilde Taques e Demilson Nogueira para que comentassem o registro do Boletim de Ocorrência, mas não obteve resposta até ao fecho desta matéria. O espaço segue aberto.

FONTE/CRÉDITOS: Agencia da Noticia
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Alternativa FM- TV QUERÊNCIA CANAL 12

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