Pesquisa aponta que crescimento acelerado da cidade, aumento da frota de veículos e expansão urbana exigem planejamento urgente para evitar impactos no trânsito, na infraestrutura e na qualidade de vida da população.
O crescimento acelerado de Querência já é visível nas ruas, no aumento da frota de veículos e na expansão dos bairros. Mas junto com o desenvolvimento econômico impulsionado pelo agronegócio, cresce também um desafio que começa a preocupar especialistas: a falta de planejamento da mobilidade urbana.
Um estudo científico publicado na Revista DCS acendeu o alerta ao afirmar que o município ainda não possui oficialmente implantado o Plano de Mobilidade Urbana (PlanMob), instrumento obrigatório para cidades com mais de 20 mil habitantes, conforme determina a Lei Federal nº 12.587/2012.
Segundo os pesquisadores, a ausência do plano pode trazer impactos diretos para a qualidade de vida da população, afetando trânsito, acessibilidade, transporte coletivo, segurança viária e até o desenvolvimento econômico da cidade.
De acordo com o levantamento, Querência possui atualmente mais de 30 mil habitantes e uma frota próxima de 18 mil veículos — uma proporção considerada alta para o porte do município. O crescimento urbano acelerado, sem um planejamento estruturado, pode aumentar congestionamentos, dificuldades de acesso e desigualdades entre bairros.
O estudo destaca ainda que muitos bairros continuam crescendo sem infraestrutura adequada para pedestres, ciclistas e transporte público. A falta de calçadas padronizadas, ciclovias e acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida aparece entre os principais desafios apontados pelos autores.
Apesar disso, os pesquisadores reconhecem avanços importantes no município, como a implantação do Rodoanel, realizada em parceria com o Governo do Estado, ajudando a retirar parte do tráfego pesado da região central. No entanto, eles afirmam que obras isoladas não resolvem o problema sem um planejamento integrado de mobilidade.
Outro ponto levantado pelo artigo é que a implantação do PlanMob poderia abrir portas para novos investimentos e facilitar o acesso a recursos federais destinados à infraestrutura urbana e transporte.
Entre as soluções defendidas no estudo estão:
* ampliação do transporte coletivo;
* criação de ciclovias e calçadas acessíveis;
* uso de tecnologias inteligentes no trânsito;
* planejamento integrado entre crescimento urbano e mobilidade;
* e participação popular nas decisões públicas.
Para os autores, a mobilidade urbana deixou de ser apenas uma questão de trânsito e passou a ser um tema ligado diretamente à qualidade de vida, inclusão social e desenvolvimento sustentável.
A conclusão do estudo é clara: Querência vive um momento decisivo e precisa iniciar, com urgência, a elaboração do Plano de Mobilidade Urbana para acompanhar o ritmo de crescimento da cidade e evitar problemas ainda maiores nos próximos anos.
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