O juiz Cristiano dos Santos Fialho, da 3ª Vara Cível de Sinop (498 km de Cuiabá), condenou Edgar Ricardo de Oliveira ao pagamento de indenização e pensão mensal à filha de Elizeu Santos da Silva, uma das sete vítimas da chacina no "Bruno Snooker Bar", ocorrida em 2023. A sentença, proferida nesta quarta-feira (13), fixa danos morais em R$ 200 mil e uma pensão de 2/3 do salário mínimo até que a beneficiária complete 25 anos.
Ao fundamentar a decisão, o magistrado ressaltou que a responsabilidade do réu é incontestável, dado o trânsito em julgado de sua condenação criminal em julho de 2025.
O juiz destacou que o assassinato de um familiar próximo provoca "grave perturbação emocional" e que o dano moral, em casos de homicídio doloso, é presumido devido à gravidade extrema da conduta.
Edgar Ricardo cumpre pena de 136 anos, 3 meses e 20 dias de reclusão. O crime, que chocou o país, foi motivado pela perda de R$ 4 mil em apostas de sinuca. Na ocasião, Edgar e seu comparsa, Ezequias Souza Ribeiro (morto em confronto com a Polícia Militar), encurralaram as vítimas contra a parede antes de iniciarem os disparos com uma espingarda.
Além de Elizeu, morreram Maciel Bruno, Orisberto Pereira, Getúlio Rodrigues, Josue Ramos, Adriano Balbinote e a adolescente Larissa de Almeida Frazão, de apenas 12 anos.
Imagens de câmeras de segurança mostraram que, após a execução, os atiradores ainda retornaram para recolher o dinheiro das apostas sobre a mesa de sinuca antes de fugirem. Edgar se entregou à polícia dois dias após o massacre, logo após a confirmação da morte de seu comparsa em uma área de mata próxima ao aeroporto da cidade.
FONTE/CRÉDITOS: Agencia da Noticia
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