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Boi gordo: condições das pastagens continuam afetando preços; veja as cotações

Frigoríficos convivem com uma posição de maior conforto em suas escalas de abate, diz analista

Boi gordo: condições das pastagens continuam afetando preços; veja as cotações
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O mercado físico do boi gordo voltou a se deparar com tentativas de compra em níveis mais baixos ao longo da terça-feira (5).

“É válido mencionar que os frigoríficos convivem com uma posição de maior conforto em suas escalas de abate, que hoje atendem entre sete e oito dias úteis na média nacional”, disse o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias.

Segundo ele, a disponibilidade de gado está aumentando em alguns estados em função do desgaste das pastagens (caso de Goiás e Minas Gerais).

“Em outros estados a pressão de oferta acontece com os pecuaristas antecipando o desgaste das pastagens. Mesmo assim a possibilidade de cadenciar o ritmo dos negócios faz com que esse movimento seja menos perceptível”, aponta.

De acordo com Iglesias, esse descompasso na situação das pastagens Brasil a fora justifica a inversão de diferencial de base em que o boi mato-grossense apresenta preços superiores em comparação a São Paulo.

Preço médio da arroba do boi
  • São Paulo: R$ 352,83 — ontem: R$ 353,75
  • Goiás: R$ 338,79 — ontem: R$ 339,71
  • Minas Gerais: R$ 339,06 — ontem: R$ 339,29
  • Mato Grosso do Sul: R$ 348,52 — ontem: R$ 334,09
  • Mato Grosso: R$ 355,00 — ontem: R$ 355,41

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresenta algum recuo dos preços no decorrer da semana, em um ambiente de negócios que aponta para maior acomodação no curtíssimo prazo.

Segundo Iglesias, a menor competitividade da carne bovina em relação às proteínas concorrentes, em especial na comparação com a carne de frango, foi fator decisivo para justificar o movimento de queda.

“As famílias sofrem com baixo poder de compra no Brasil, optando por produtos que causem menor impacto na renda”, observa.
  • Quarto traseiro: R$ 28,00 por quilo, queda de R$ 0,50;
  • Quarto dianteiro: R$ 23,00 por quilo;
  • Ponta de agulha: R$ 21,00 por quilo, redução de R$ 0,50

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,39%, sendo negociado a R$ 5,0014 para venda e a R$ 4,9994 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9793 e a máxima de R$ 5,0138.
FONTE/CRÉDITOS: Olhar Alerta
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