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Vendas de máquinas agrícolas devem cair 8% neste ano, aponta Abimaq

Efeitos da guerra no Oriente Médio, juros altos e dificuldade no crédito explicam cenário, pontua entidade

Vendas de máquinas agrícolas devem cair 8% neste ano, aponta Abimaq
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A venda de máquinas agrícolas deve ter queda de 8% em 2026, estima a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

Segundo a entidade, os reflexos da guerra no Oriente Médio, como o aumento internacional do petróleo, podem se somar aos juros altos e ao aumento da inadimplência, levando produtores rurais a diminuir a renovação do maquinário.

 

Apenas no primeiro bimestre do ano, a queda nas vendas chegou a 17% em comparação ao mesmo período de 2025, somando R$ 8 bilhões.

Nesse contexto, o mercado interno concentrou a maior parte desse montante, com R$ 6,8 bilhões, o equivalente a 85% do total. Já as exportações alcançaram cerca de R$ 1,2 bilhão, alta de 9%, mas ainda insuficientes para compensar o cenário negativo.

Conforme os dados da Abimaq, a comercialização de tratores caiu quase 16%, com pouco mais de mil unidades entregues, enquanto as colheitadeiras tiveram redução ainda mais significativa, de 40%, com 309 vendidas nos dois primeiros meses.

O presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq (CSMIA), Pedro Estevão Bastos, reconhece que o governo federal tem feito esforços para atenuar os impactos da alta do diesel no país decorrentes da guerra, mas acredita que a “avalanche” que está por vir é muito grande por conta da disparidade do preço interno e externo do diesel.

“A gente vê sim uma boa vontade do governo, mas vai aumentar o custo, já aumentou. Quanto aos adubos nitrogenados, é mais difícil ainda, vai aumentar o custo, então não tem muito o que fazer”, diz.

De acordo com a Abimaq, a inadimplência no setor é próxima a 7%, significativamente acima da média, que girava em torno de 1,5%. Fora do Plano Safra, o percentual é ainda maior, de cerca de 13%.

Por conta do descumprimento dos pagamentos, Bastos conta que o setor já observa que os bancos passagem a exigir mecanismos de proteção contra recuperações judiciais, como a alienação fiduciária da propriedade rural.
 
FONTE/CRÉDITOS: Olhar Alerta
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