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Soja avança com alta de mais de 2% em Chicago e preços sobem nos portos

Alta da Bolsa de Chicago compensou a queda do dólar e dos prêmios, enquanto preços nos portos permaneceram acima de R$ 150 por saca

Soja avança com alta de mais de 2% em Chicago e preços sobem nos portos
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O mercado brasileiro de soja voltou a registrar cotações mais agressivas nesta segunda-feira (17). De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o principal destaque foi a Bolsa de Chicago, que chegou a registrar altas superiores a 2% nas máximas do dia, em movimento ligado à demanda pela soja norte-americana.

No mercado interno, as cotações avançaram. O dólar apresentou leve queda, assim como os
prêmios, mas, segundo Silveira, a alta de Chicago foi suficiente para mais do que compensar esses movimentos.

Nos portos, os preços permaneceram firmes, acima de R$ 150,00 por saca no mercado spot, enquanto os pagamentos mais alongados apresentaram preços melhores. Apesar das cotações mais elevadas, a comercialização permaneceu moderada, com poucas ofertas de soja em grão.
  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 142,00 para R$ 144,00.
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 143,00 para R$ 145,00.
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 139,00 para R$ 141,00.
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 134,00 para R$ 136,00.
  • Dourados (MS): subiu de R$ 131,50 para R$ 136,00.
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 134,00 para R$ 137,00.
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 150,00 para R$ 153,00.
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 150,00 para R$ 152,00.

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam com preços mais altos nesta segunda-feira, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A boa alta do petróleo, demanda aquecida por parte da China e a expectativa em torno da Crop Tour do ProFarmer asseguraram os bons ganhos na abertura da semana.

Segundo a agência Reuters, os participantes esperam o resultado do Pro Farmer nesta semana em busca de mais indicações sobre a produtividade das lavouras de milho e soja.

As fortes chuvas registradas em partes do Meio Oeste dos Estados Unidos na semana passada também aumentaram as incertezas sobre a possibilidade de algumas lavouras estarem enfrentando excesso de umidade.

A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (Nopa) informou que o
esmagamento de soja atingiu 216,647 milhões de bushels em julho, ante 214,340 milhões no mês anterior. A expectativa do mercado era de 221,5 milhões. Em julho de 2025, foram 195,699 milhões de bushels.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 270.201 toneladas na semana encerrada no dia 13 de agosto, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 409.509 toneladas.

Contratos da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 23,50 centavos de dólar, ou 1,97%, a US$ 12,16 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,31 por bushel, com elevação de 23,25 centavos de dólar ou 1,92%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 2,40 ou 0,75% a US$ 318,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 70,82 centavos de dólar, com ganho de 1,85 centavo ou 2,68%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,41%, sendo negociado a R$ 5,1992 para venda e a R$ 5,1972 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1809 e a máxima de R$ 5,2219.
FONTE/CRÉDITOS: Olhar Alerta
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