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Seis golpes bancários mais comuns em 2025: saiba como se proteger

Crimes atingem 39% dos brasileiros e causam prejuízo de R$ 10,1 bilhões em dois anos; veja como identificar armadilhas e garantir seus direitos

Seis golpes bancários mais comuns em 2025: saiba como se proteger
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Nos últimos dois anos, os bancos registraram perdas de R$ 10,1 bilhões relacionadas a diversos tipos de crimes. Os golpes no sistema Pix geraram prejuízo de R$ 2,7 bilhões no período, um aumento de 43% em relação aos anos anteriores, segundo a Febraban.

Os serviços digitais facilitaram a vida dos clientes, mas também ampliaram as oportunidades de atuação de criminosos. Em cada escritório de advocacia especializado, a recomendação inicial é a mesma: consumidores devem estar atentos aos tipos de golpes para não caírem em armadilhas.

1. Clonagem de cartão

A clonagem de cartão por aproximação através da tecnologia NFC (Near Field Communication) representa 40% dos golpes reportados no levantamento da Febraban. Os criminosos utilizam aparelhos para capturar dados dos cartões enquanto as vítimas realizam pagamentos sem contato físico com as maquininhas.

O crime é “silencioso”: as vítimas identificam o prejuízo apenas ao conferir o extrato bancário, quando as transações ilícitas já foram consumadas. Profissionais do setor bancário recomendam o uso de carteiras metálicas que bloqueiam sinais RFID e NFC. A desativação da função de aproximação, quando o cartão não estiver em uso, também reduz os riscos.

2. Golpe do WhatsApp

O golpe do WhatsApp responde por 28% dos ataques em 2025, sendo responsável por mais de 150 mil reclamações junto aos bancos associados à Febraban, liderando o ranking dos crimes mais relatados desde janeiro. A prática consiste na clonagem de contas do aplicativo após obter o código de segurança enviado por SMS às vítimas.

A técnica mais utilizada envolve mensagens falsas de supostos representantes de empresas ou serviços de atendimento ao cliente. A recomendação da Febraban é jamais compartilhar códigos de verificação, mesmo quando o pedido parece legítimo. Com acesso à conta clonada, os golpistas se passam por amigos ou familiares da vítima e solicitam transferências financeiras urgentes.

O diretor jurídico do escritório Vila Nova & Brandão Advogados, Thiago Vila Nova, alerta: “o banco nunca liga para você. Se houver alguma transação suspeita, o banco vai bloquear a operação e esperar você entrar em contato com ele para pedir o desbloqueio”.

A Febraban orienta habilitar a verificação em duas etapas no aplicativo, criando uma senha adicional que será solicitada periodicamente. Qualquer pedido de ajuda financeira deve ser confirmado diretamente com a pessoa por meio de outro canal de comunicação, como ligação telefônica.

3. Falso funcionário de central 

O crime do falso funcionário de central completa a tríade dos golpes mais aplicados em 2025. Os criminosos entram em contato com a vítima se passando por representantes de instituições financeiras. Eles, então, informam sobre supostas irregularidades na conta ou movimentações suspeitas.

Durante a ligação, os golpistas criam senso de urgência ao solicitar que a vítima “atualize dados” ou “realize transferências via Pix” para “evitar bloqueios na conta”. Os prejuízos podem alcançar milhares de reais em poucos minutos.

Vila Nova reforça a importância de não fornecer informações sensíveis por telefone. “Quando há dúvida sobre a legitimidade do contato, a orientação é desligar imediatamente. Depois, entrar em contato com a instituição financeira ou com seu gerente utilizando exclusivamente os canais oficiais, de preferência a partir de outro aparelho.”

4. Vendas em lojas falsas

As falsas vendas envolvem a criação de lojas virtuais e perfis falsos em redes sociais que oferecem produtos a preços muito abaixo do mercado. Criminosos criam páginas que simulam e-commerce, enviam promoções inexistentes por e-mails, SMS e mensagens de WhatsApp. 

Quando o golpe é feito em perfis pessoais, os golpistas se passam pelas vítimas e, geralmente, usam desculpas como uma mudança de casa para anunciar móveis e eletrodomésticos a um preço inferior e atrativo.

A recomendação da Fundação Procon é sempre pesquisar a reputação da loja virtual antes de efetuar compras. Verificar se há ausência de informações de contato ou CNPJ, erros gramaticais e design de baixa qualidade podem ajudar a identificar páginas falsas. No caso de perfis pessoais, a orientação é tentar contato com a pessoa por meio de outra rede social que não seja a que anunciou a “venda”.

5. Phishing (“pescaria” digital)

O phishing, ou pescaria digital, é um dos golpes mais antigos e continua sendo utilizado por criminosos no ambiente digital. Por meio do envio de links maliciosos por e-mail e mensagens, os usuários são direcionados para páginas que solicitam dados bancários ou senhas, com o objetivo de capturar informações pessoais.

Vila Nova reforça: “nunca clique em links de fontes desconhecidas, especialmente se solicitarem informações pessoais”. Manter sistemas operacionais e aplicativos sempre atualizados também ajuda na prevenção. Bancos e instituições financeiras nunca solicitam atualizações cadastrais via link enviado por SMS ou e-mail.

6. Troca de cartão

A troca de cartão ocorre quando golpistas que trabalham como vendedores ou entregadores prestam atenção na digitação da senha na maquininha de compra e, depois, trocam o cartão na hora de devolvê-lo. Com o cartão e a senha, fazem compras usando o dinheiro da vítima.

A orientação ao usar o cartão físico é sempre checar o valor na tela da maquininha, conferir se o cartão devolvido é o mesmo e passar pessoalmente o cartão na maquininha, sem entregá-lo a ninguém.

O que fazer após descobrir o golpe

Após ser vítima de um golpe, é comum surgirem dúvidas sobre  advogado, golpe bancário e responsabilidade das instituições financeiras. Segundo Vila Nova, o papel da advocacia é orientar a vítima sobre seus direitos, organizar provas e auxiliar na constatação junto ao banco e na abertura de boletim de ocorrência.

A responsabilidade das instituições financeiras é reconhecida pela Justiça brasileira quando são identificadas falhas na segurança ou ausência de mecanismos adequados de bloqueio. O consumidor tem direito à devolução integral do valor perdido.

“O advogado responsabiliza o banco quando há falhas de segurança e busca a reparação dos prejuízos, garantindo que o consumidor não enfrente essa situação sozinho”, explica Vila Nova. Dependendo do caso, as vítimas também têm direito a receber indenização por danos morais decorrentes da fraude.

Bancos investem R$ 5 bilhões em prevenção

As instituições financeiras brasileiras têm intensificado os investimentos no combate aos golpes. Segundo dados da Febraban, foram aplicados cerca de R$ 5 bilhões em segurança e prevenção de crimes cibernéticos no ano anterior.

Os bancos utilizam sistemas inteligentes que monitoram padrões de comportamento nas contas dos clientes e identificam transações atípicas ou tentativas suspeitas de acesso. O uso de Inteligência Artificial e machine learning também tem permitido a detecção com maior rapidez.

As instituições oferecem canais exclusivos para comunicação imediata de possíveis golpes, treinam equipes especializadas para atendimento emergencial e promovem campanhas educativas junto aos clientes. A parceria com órgãos reguladores e a troca de informações entre bancos também foram intensificadas visando proteger o sistema financeiro nacional.

Comunicar a instituição financeira imediatamente também pode ajudar a bloquear operações indevidas e aumentar as chances de recuperação dos valores. Dependendo do tamanho e do tipo de golpe, o advogado ainda pode sugerir o registro de um boletim de ocorrência.

FONTE/CRÉDITOS: Agencia da Noticia
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