Alternativa FM

663529-2140

Justiça

Escândalo das fazendas de Querência: CNJ arquiva caso contra desembargadora do TJMT

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou o arquivamento

Escândalo das fazendas de Querência: CNJ arquiva caso contra desembargadora do TJMT
IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou o arquivamento da representação disciplinar movida contra a desembargadora Serly Marcondes Alves, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). A magistrada era investigada por suposta conduta parcial na condução de processos relativos à Fazenda Poconé, uma área rural avaliada em cerca de R$ 200 milhões, localizada no município de Querência (MT). O litígio fundiário ganhou repercussão nacional por ter como pano de fundo a atuação do advogado Roberto Zampieri, assassinado em dezembro de 2023 e apontado pela Polícia Federal como o operador de um esquema de corrupção e venda de sentenças no Poder Judiciário mato-grossense.

A apuração no órgão de controle teve início após a denúncia de um produtor rural que perdeu a posse de terras cultivadas há mais de uma década. A acusação indicava que a desembargadora adotou critérios contraditórios ao analisar as provas do processo, rejeitando as cessões de direitos do agricultor, mas validando documentos idênticos apresentados pelos espólios de Silvio e Itagiba Carvalho Diniz, então representados pela banca de Zampieri. Contratos apreendidos posteriormente durante a Operação Sisamnes revelaram que o advogado detinha interesses diretos na causa, com a previsão contratual de receber milhares de hectares e um bônus de 37% sobre a área recuperada a título de honorários.

A controvérsia processual atingiu seu ápice em março de 2026, quando Serly Marcondes Alves declarou suspeição nos autos alegando "motivo de foro íntimo superveniente". O afastamento ocorreu após a revelação de que a J.G.R. Imobiliária Ltda., empresa gerida pelo ex-deputado estadual José Geraldo Riva, adquiriu parte dos direitos hereditários da área para ingressar na disputa. A saída da relatora motivou a defesa dos agricultores a exigir a nulidade absoluta das ordens de despejo proferidas anteriormente, as quais ameaçavam o ciclo produtivo de propriedades rurais consolidadas que se sobrepõem aos mais de sete mil hectares em litígio na região do Rio Suiá.

Com a decisão do CNJ, a esfera disciplinar contra a magistrada é encerrada, mas a guerra jurídica pela posse da terra continua nas instâncias ordinárias. Atualmente, os produtores rurais de Querência permanecem nas fazendas amparados por liminares que suspenderam as desocupações até a conclusão de perícias topográficas. Paralelamente, o conflito desdobrou-se na esfera criminal, com a Polícia Civil instaurando um inquérito para investigar a família Diniz por estelionato e alienação fraudulenta, sob a acusação de revender as mesmas frações do latifúndio para múltiplos investidores sem lastro territorial.

FONTE/CRÉDITOS: Agencia da Noticia
Comentários:
Alternativa FM- TV QUERÊNCIA CANAL 12

+ Lidas

Alternativa FM

Nossas notícias no celular

Receba as notícias do Rádio Alternativa FM no seu app favorito de mensagens.

Telegram
Whatsapp
Entrar

Veja também

Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )