O aumento no preço do diesel não aconteceu por decisão dos postos de combustíveis. O principal motivo foi a retomada da cobrança integral dos tributos federais PIS/Cofins sobre o combustível, em vigor desde 1º de junho de 2026.
Na prática, o impacto recai sobre o Diesel B, utilizado pela grande maioria dos caminhões, ônibus, máquinas agrícolas e veículos de transporte em todo o país. Com a volta da tributação, o custo do combustível sofreu um acréscimo superior a R$ 0,32 por litro.
Esse aumento não fica restrito às bombas. O diesel é um dos principais componentes da cadeia logística brasileira. Quando o custo do transporte sobe, o frete fica mais caro e, consequentemente, os preços dos produtos tendem a aumentar para o consumidor final.
Transportadoras, produtores rurais, empresas de logística e diversos setores da economia já começam a sentir os reflexos da medida. Para muitos negócios, a elevação dos custos operacionais exige revisão imediata das planilhas de gastos e da formação de preços.
O impacto já começou. A questão agora é: quem conseguirá absorver esse custo e quem precisará repassá-lo ao mercado?
Comentários: