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Instabilidade climática no Vale do Araguaia impõe janela curta de colheita antes de temporais severos no fim de semana

Previsão de retorno da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS)

Instabilidade climática no Vale do Araguaia impõe janela curta de colheita antes de temporais severos no fim de semana
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Previsão de retorno da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) a partir de domingo ameaça qualidade dos grãos e impõe alerta fitossanitário em cinco municípios estratégicos do Mato Grosso.

 

O setor produtivo e logístico do Médio Araguaia opera sob regime de urgência nesta semana. Dados meteorológicos integrados, válidos para o período de 16 a 22 de fevereiro de 2026, indicam que a região atravessa uma breve "janela operacional" de estabilidade climática que deve se encerrar abruptamente a partir de sexta-feira (20). A previsão é de uma deterioração significativa das condições atmosféricas, culminando em tempestades severas no domingo (22), o que coloca em alerta o cronograma da safra de soja e milho.

Nesta terça-feira (17), Querência, Nova Xavantina, Canarana, Água Boa e Ribeirão Cascalheira — registram o momento de maior estabilidade da semana. Com temperatura máxima prevista de 31°C e precipitação residual de apenas 8 mm na região. Contudo, a análise técnica sugere que este cenário é uma exceção temporária em um mês caracterizado pelo auge da estação chuvosa e influência da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS).

A situação torna-se crítica no fim de semana. Para o domingo (22), as previsões regionais indicam muita chuva.

Para o agronegócio, motor econômico de Querência, a previsão impõe um dilema operacional. A alta umidade relativa do ar, oscilando entre 72% e 97% na maior parte da semana, dificulta a perda natural de umidade dos grãos de soja, exigindo que a colheita seja concentrada nas poucas horas de insolação diurna.

O cenário exige vigilância fitossanitária. Em Canarana, prevê-se uma anomalia térmica na sexta-feira (20), com queda da temperatura máxima para 24°C e chuvas persistentes (14,3 mm), criando um microclima de "inverno amazônico". Estas condições favorecem a proliferação da Ferrugem Asiática (Phakopsora pachyrhizi) nas lavouras tardias, ao mesmo tempo em que as chuvas frequentes reduzem a eficácia de pulverizações.

Por outro lado, o plantio do milho segunda safra (safrinha) beneficia-se da umidade no solo para a germinação. O risco, entretanto, reside na logística interna das fazendas: os acumulados de chuva previstos para o fim de semana podem tornar estradas vicinais intransitáveis, elevando o risco de atolamento de maquinário pesado e compactação do solo.

Além dos impactos econômicos, o boletim meteorológico levanta preocupações de saúde pública. O índice de proliferação do mosquito Aedes aegypti permanece classificado como "Alto" em toda a região, impulsionado pelo calor e acúmulo de água. Adicionalmente, mesmo com a cobertura de nuvens, o índice UV é categorizado como "Extremo" entre 10h e 16h, exigindo proteção para trabalhadores rurais.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) mantém a região sob atenção para eventos de tempestade, com riscos de ventos intensos e acumulados significativos, especialmente em Água Boa e Canarana. A recomendação para a gestão municipal inclui a limpeza preventiva de sistemas de drenagem urbana antes do agravamento das chuvas previsto para os próximos dias.

FONTE/CRÉDITOS: Agencia da Noticia
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