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Filho de Bolsonaro quer se retratar com Mendes após ataque

Carlos Bolsonaro procurou um interlocutor do Palácio Paiaguás para minimizar fala agressiva e polêmica

Filho de Bolsonaro quer se retratar com Mendes após ataque
O vereador Carlos e o pai Jair Bolsonaro: polêmica nacional Foto: Reprodução
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O vereador Carlos Bolsonaro (PL), do Rio de Janeiro, procurou um aliado político do governador Mauro Mendes (União) e disse que gostaria de se encontrar com o mesmo e se retratar sobre um ataque recente contra governadores de centro direita. 

Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Carlos classificou, há dias, os governadores como "ratos", por em tese não defenderem publicamente seu pai e por querer se apropriar de seu prestígio eleitoral. 

Em seguida, Mendes rebateu o parlamentar: “Ele deve estar se sentindo ferido, magoado e falando pela boca aquilo que devia sair por outro lugar”. A fala repercutiu nacionalmente.

Segundo a fonte aliada, o ex-presidente teria dito ao filho que Mendes é um aliado de primeira hora e pedido que ele procurasse o governador. 

“Carlos Bolsonaro mandou um emissário procurar o governador, a pedido do próprio pai para pedir desculpas. Bolsonaro disse ao filho que o governador Mauro tem sido um aliado fiel e prestativo, atuando discretamente e ajudando o ex-presidente”, disse a fonte ao MidiaNews. 

O vereador teria cedido ao pedido do pai e dito que “jamais” se referiria ao governador de Mato Grosso como “rato”. Mendes está de licença do cargo até o próximo sábado (31), em uma viagem familiar.

O caso 

Em uma publicação na rede social X (antigo Twitter), o vereador afirmou que os “governadores de direita democráticos” estariam agindo como “ratos” e “oportunistas”, ao se colocarem na disputa presidencial utilizando o que ele chamou de “espólio de Bolsonaro”. 

Os governadores Tarcísio de Freitas (SP), Ronaldo Caiado (GO), Ratinho Junior (PR), e Romeu Zema (MG) tem aparecido como presidenciáveis.  

Nas últimas semanas, Mendes reuniu o grupo e outros governadores em Brasília para se alinharem em torno da pauta da anistia “ampla” dos condenados por 8 de janeiro, que favoreceria o ex-presidente em caso de uma possível condenação. 

Bolsonaro é réu na ação que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022 e atualmente cumpre prisão domiciliar, fazendo uso de tornozeleira eletrônica. O início do julgamento do ex-presidente e outros sete réus está marcado para o dia 2 de setembro.

FONTE/CRÉDITOS: Olhar Alerta
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