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Escalas de abate mais curtas dos últimos 10 meses mantém arroba do boi em alta

Média nacional dos frigoríficos segue entre seis e sete dias corridos, a menor desde março de 2025; exportações aquecidas também contribuem

Escalas de abate mais curtas dos últimos 10 meses mantém arroba do boi em alta
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A arroba do boi gordo na praça-base São Paulo vem em constante alta desde o dia 21 de janeiro, quando estava precificada a R$ 317,02, conforme o Indicador do Boi Datagro. Nesta quinta-feira (29), os negócios indicam média de R$ 326,80.

Elevação semelhante ocorre nos demais estados analisados pela ferramenta da consultoria: Bahia, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Tocantins.



A analista da Datagro Beatriz Bianchi ressalta que o encurtamento das escalas de abate, com as indústrias trabalhando com menor folga operacional e a média Brasil entre seis e sete dias corridos, o menor patamar desde março de 2025, ajuda a explicar o cenário.

“Nós começamos a ver também o maior incentivo à retenção com os preços do bezerro mais atrativos em relação à arroba do boi gordo, o que tende a reforçar a redução dos descartes de fim de estação de monta ao longo do primeiro trimestre. Há também outro fato muito importante: o carrego tardio e irregular das chuvas, que também contribui com este movimento [de valorização da arroba]”, detalha.

No mercado interno, a especialista ressalta que uma sustentação dos preços da carcaça casada é observada no atacado paulista, o que sinaliza resiliência do consumo doméstico diante de melhora nas condições de renda e poder de compra das famílias.

“Mas, ainda assim, essa sustentação ocorre de forma cautelosa diante de um orçamento mais apertado nesse início de ano, com pagamento de impostos, início do ano letivo e outros fatores que limitam o consumo de cortes bovinos de maior valor agregado”, pondera Beatriz.

Quanto às exportações, a analista da Datagro pontua que seguem aquecidas. As parciais da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) para a quarta semana de janeiro mostram que o país já supera os volumes embarcados em mesmo mês de 2025, com mais de 180 mil toneladas de carne bovina in natura.

“Isso sinaliza e reforça o ritmo acelerado dos embarques brasileiros e de uma demanda sólida internacional. Por fim, o enfraquecimento global do dólar é um ponto de sensibilidade à rentabilidade da indústria exportadora, mas, ao mesmo tempo, é muito favorável para a demanda global de carne bovina e, especialmente, para as exportações brasileiras, que continuam entregando carne de qualidade e muito competitiva nesse mercado”, finaliza a especialista.

FONTE/CRÉDITOS: Olhar Alerta
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