Alternativa FM

663529-2140

Política

ÁREAS ÚMIDAS: Deputado alerta que embargo no Araguaia e Guaporé inviabiliza municípios: 'desemprego e danos à economia de MT'

Decisão judicial proíbe a agricultura e limita a pecuária em uma área de até 6 milhões de hectares, abrangendo 17 municípios

ÁREAS ÚMIDAS: Deputado alerta que embargo no Araguaia e Guaporé inviabiliza municípios: 'desemprego e danos à economia de MT'
Foto: Reprodução
IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

O embargo judicial às áreas úmidas do Vale do Araguaia e do Vale do Guaporé tem o potencial de causar danos significativos à economia e ao emprego nessas regiões de Mato Grosso. O alerta é do deputado estadual Ondanir Bortolini - Nininho (PSD). A produção agrícola é a principal fonte de renda para milhares de famílias na região, e a decisão judicial pode levar à demissão de milhares de trabalhadores rurais.

O governo do Mato Grosso e produtores rurais da região têm se posicionado contra a liminar, afirmando que a produção agropecuária é sustentável na região. É importante que as autoridades responsáveis busquem uma solução que concilie a produção agrícola com a preservação ambiental.

O primeiro-secretário da ALMT, Max Russi, protocolou um pedido de suspensão da liminar na Justiça Federal. "É preciso garantir a segurança jurídica para os produtores rurais da região", diz Nininho. "Essa decisão é uma ameaça ao desenvolvimento econômico do Mato Grosso e do Brasil", alerta o deputado.

O embargo judicial foi imposto em 2022 pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). A decisão determinou a suspensão de todas as atividades econômicas nas áreas úmidas do Araguaia e do Guaporé . A regulamentação proíbe a agricultura e limita a pecuária em uma área de até 6 milhões de hectares, abrangendo 17 municípios.

Nininho voltou a defender nesta segunda-feira (16) o fim do embargo. "As áreas úmidas do Vale do Araguaia e do Vale do Guaporé são essenciais para a produção agrícola da região. A agricultura é a principal fonte de renda para milhares de famílias que vivem ali", assegura Nininho.

O deputado afirma que a produção agrícola não causa danos ambientais e defende a adoção de medidas para conciliar a produção agrícola com a preservação ambiental. "É possível produzir alimentos sem causar danos ao meio ambiente. É preciso investir em tecnologias e práticas sustentáveis", afirma.

Ele pontua ainda que as áreas úmidas do Araguaia e Vale do Guaporé não são do Pantanal. "Elas têm características próprias e a produção agropecuária é sustentável nessas áreas há décadas", acrescenta.

IMPACTOS SOCIAIS E ECONÔMICOS

A agricultura gera emprego e renda para milhares de famílias. De acordo com dados do Censo Agropecuário de 2017, as duas regiões abrigam um total de 200.956 trabalhadores rurais. Desses, 144.737 são homens e 56.219 são mulheres. A maior parte (76,9%), são empregados permanentes, seguidos por empregados temporários (17,5%) e proprietários (5,6%).

A agricultura é a atividade que mais emprega trabalhadores rurais na região, com 121.242 empregados. A pecuária emprega 79.714 trabalhadores, e a silvicultura e extrativismo garantem renda para cerca de mil pessoas.

Um levantamento da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) aponta que as áreas úmidas do Vale do Araguaia e do Vale do Guaporé abrigam cerca de 1,5 milhão de hectares de terras agricultáveis.

A produção agrícola na região é diversificada, incluindo soja, milho, arroz, feijão, algodão e pastagens. A soja é a principal cultura da região, representando cerca de 70% da área plantada.

O levantamento da Famato aponta que o embargo já causou um prejuízo de R$ 1 bilhão para a agricultura da região. "Essa decisão é um absurdo e coloca em risco a economia de milhares de famílias que vivem do agronegócio na região", declara Nininho.

Estudo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) também sugere que o embargo tem força para gerar impactos sociais e econômicos significativos nas duas regiões -- responsáveis por cerca de 10% da produção de soja e milho do Mato Grosso.

O superintendente da entidade, Cleiton Gauer, informa que 3.031 propriedades rurais serão afetadas somente no Vale do Araguaia e 1.026 no Vale do Guaporé.

A pecuária também tem participação importante nas regiões. O rebanho bovino total nos municípios em 2022 foi de 4,8 milhões de cabeças no Araguaia e 1,8 milhões de cabeças no Guaporé.

POSICIONAMENTO DO GOVERNO

O governo do Mato Grosso também se manifestou contra a liminar. O governador Mauro Mendes comenta que a decisão é "injusta e prejudicial" para os produtores rurais da região.

"A produção agropecuária no Araguaia e no Vale do Guaporé é sustentável e não representa risco ao meio ambiente", diz Mendes. "É preciso garantir a segurança jurídica para os produtores rurais da região", pondera o governador.

FONTE/CRÉDITOS: Agencia da Noticia
Comentários:
Alternativa FM

+ Lidas

Alternativa FM- TV QUERÊNCIA CANAL 12

Nossas notícias no celular

Receba as notícias do Rádio Alternativa FM no seu app favorito de mensagens.

Telegram
Whatsapp
Entrar

Veja também

Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )