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Soja desaba quase 30 pts em Chicago nesta 5ª feira e perde os US$ 11,30 por bushel no contrato julho

Mercado atento a possíveis novas tarifas dos EUA sobre a China limitando a demanda

Soja desaba quase 30 pts em Chicago nesta 5ª feira e perde os US$ 11,30 por bushel no contrato julho
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O mercado da soja foi intensificando suas perdas na Bolsa de Chicago, chegou a perder mais de 30 pontos ao longo do dia, e fechou os negócios desta quinta-feira (4) recuando entre 25,25 e 26,75 pontos nos principais contratos. O julho terminou o dia com US$ 11,28 e o agosto com US$ 11,32 por bushel. 

O recuo intenso dos derivados, liderado pelo óleo que perdeu quase 3% somente nesta quinta, combinado com as baixas do petróleo e o clima favorável para a nova safra dos EUA foi o combinado perfeito para a despencada dos futuros da oleaginosa na CBOT. 

Segundo análise do Grupo Labhoro, porém, o mercado também sentiu o peso de rumores envolvendo a demanda da China no mercado norte-americano. 

"Circularam rumores de que as tarifas americanas, agora sob a seção 301, podem levar a China a não cumprir suas promessas de compras de soja e grãos dos EUA. Jamieson Greer, representante comercial dos EUA, afirmou hoje que o governo acredita ser possível implementar novas tarifas sem descumprir os acordos comerciais já firmados com os diferentes países", afirmaram os analistas da consultoria. 

"Estes temores e incertezas levaram os investidores, que se encontravam sobre comprados, a um forte movimento de venda", complementou a Labhoro. 

Além disso, o dia foi de perdas generalizadas e agressivas para as commodities agrícolas nas bolsas internacionais, as quais seguem refletindo o quadro geopolítico - em especial a atual situação de indefinição no Oriente Médio e o cessar-fogo no Líbano - e as baixas que se registram no mercado do petróleo. 

"Os preços da soja ampliaram as quedas, acompanhando a retração do óleo de soja e a queda acentuada do petróleo, em meio a notícias de um acordo de cessar-fogo entre Israel e Líbano, que aumentaram as esperanças de um acordo mais amplo para encerrar a guerra entre EUA e Israel com o Irã, o que poderia levar à reabertura do Estreito de Ormuz", traz o portal norte-americano FarmProgress. 

Além disso, os preços continuam refletindo as boas perspectivas sobre a nova safra dos Estados Unidos e as condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras no país. 

As previsões seguem indicando a manutenção de um cenário adequado para a conclusão do plantio e o avanço da temporada, e se combinam com a pressão que a geopolítica ainda exerce sobre as commodities agrícolas. 

Além disso, os traders também ajustam suas posições à espera da chegada do novo boletim mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e dos novos dados de área que serão revisados e apresentados no fim deste mês. A soja deve trazer a confirmação de uma área maior, como já sinalizado em março e esperado pelo mercado. 

Dados que foram reportados nesta quinta-feira pelo departamento, de vendas semanais para exportação que vieram fracos, mas dentro das expectativas, não foram suficientes para dar um fôlego ao mercado. 

Já no Brasil, o mercado esteve fechado em função do feriado de Corpus Christi, e mesmo que retome parte dos negócios nesta sexta-feira deve registrar um ritmo mais lento e limitado neste final de semana. 
 
FONTE/CRÉDITOS: Olhar Alerta
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