Alternativa FM

663529-2140

Política

Servidoras e secretário indiciado por assédio sexual são exonerados em MT

O governo de Mato Grosso exonerou o secretário-adjunto Leomindo de Arruda Maciel Júnior

Servidoras e secretário indiciado por assédio sexual são exonerados em MT
IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

O governo de Mato Grosso exonerou o secretário-adjunto Leomindo de Arruda Maciel Júnior, conhecido como “Júnior Cuiabano”, indiciado por importunação sexual, e outras quatro servidoras que atuavam no gabinete e estavam ligadas à denúncia. As demissões foram oficializadas no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (29).

Conforme o Diário, 15 servidores da Secretaria-adjunta de Cerimonial e Eventos e da Superintendência de Eventos foram desligados, no entanto, 10 deles foram reabsorvidos pela Secretaria de Comunicação, com exceção do secretário, da vítima de assédio e outras três servidoras ligadas à mulher.

Em nota, o governo informou que as exonerações fazem parte de uma reestruturação das secretarias adjuntas no Palácio Paiaguás. Segundo a gestão, as mudanças incluem a redução de cargos nas áreas de cerimonial e do gabinete militar.

Ainda de acordo com o governo, a reorganização prevê a transferência da Secretaria Adjunta de Cerimonial, que deixou a pasta da Casa Civil para a Secretaria de Estado de Comunicação.

“O Governo de Mato Grosso está reorganizando a estrutura interna de Secretarias Adjuntas da Casa Civil, no Palácio Paiaguás. As mudanças têm o objetivo de otimizar a máquina pública, garantindo a manutenção dos serviços”, diz trecho da nota.[Vídeos em alta no g1]Vídeos em alta no g1

O caso

Segundo o documento, uma das vítimas informou que começou a trabalhar na Casa Civil em setembro de 2025. Segundo o relato, o primeiro episódio de assédio ocorreu em dezembro do mesmo ano, durante um evento, quando o suspeito declarou interesse e ofereceu benefícios financeiros. A vítima afirmou que ele sugeria repassar “gordurinha de contrato” caso os dois mantivessem um relacionamento.

De acordo com o depoimento, nos meses seguintes, o suspeito passou a enviar mensagens pessoais, fazer comentários sobre a aparência da vítima e abordar temas íntimos, o que a deixou constrangida. Em um dos episódios, durante um evento, ele teria colocado um fone de ouvido na bolsa dela como presente. O objeto foi devolvido ao superintendente do cerimonial.

Após devolver o presente, a vítima afirmou à polícia que sofreu represálias. Segundo ela, houve aumento de trabalho e, depois, exclusão de escalas em novos eventos. Ela também relatou que o secretário sugeria a terceiros que os dois tinham um relacionamento, o que nunca ocorreu.

Aos policiais, a vítima disse ainda que recebia mensagens fora do horário de trabalho e que registrou prints das conversas por medo. Ela afirmou que procurou ajuda de colegas e superiores, mas não teve apoio para levar o caso adiante.

Ela também relatou que ouviu de terceiros que poderia ser demitida. Diante da situação, procurou a polícia e solicitou uma medida protetiva contra o secretário.

O documento foi encaminhado à Justiça. O caso tramita sob sigilo no Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, em Cuiabá.

FONTE/CRÉDITOS: Agencia da Noticia
Comentários:
Alternativa FM- TV QUERÊNCIA CANAL 12

+ Lidas

Alternativa FM

Nossas notícias no celular

Receba as notícias do Rádio Alternativa FM no seu app favorito de mensagens.

Telegram
Whatsapp
Entrar

Veja também

Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )