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Produção brasileira de carnes deve alcançar 33 milhões de toneladas em 2026

Relatório da Conab mostra que avicultura e suinocultura impulsionam estimativas

Produção brasileira de carnes deve alcançar 33 milhões de toneladas em 2026
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A produção de carne suína e de frango deverá atingir neste ano o maior patamar da série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), superando as 22 milhões de toneladas quando somadas, indica o Quadro de Suprimento da entidade.

Com a inclusão da carne bovina, o valor total estimado para a produção das três proteínas é de 33,38 milhões de toneladas, volume próximo ao estimado para 2025, quando o Brasil registrou produção recorde.

Essa tendência é acompanhada do aumento da disponibilidade interna de carne de aves e de suínos. Em termos percentuais, a produção de carne suína apresenta o maior incremento previsto em relação a 2025, aproximando-se de 4%.

Com o rebanho suíno alcançando o melhor montante da série histórica, equivalente a 44,8 milhões de cabeças, estima-se que o total produzido da proteína chegue a 5,88 milhões de toneladas, superando os anos anteriores.

“O cenário indica aumento da demanda e das exportações, impulsionadas pela abertura de novos mercados”, analisa o gerente de Fibras e Alimentos Básicos da Conab, Gabriel Rabello.

O país deve exportar cerca de 1,58 milhão de toneladas de carne suína, ganho de 6,1% em comparação a 2025, confirmando o crescimento progressivo do mercado, acentuado a partir de 2020, ano em que as exportações brasileiras da proteína chegaram ao marco de milhão de toneladas.

Segundo o estudo da Conab, mesmo com a alta nas vendas internacionais, também é esperado um aumento de 3,4% para a quantidade do produto no mercado interno, com disponibilidade de aproximadamente 4,33 milhões de toneladas.

Produção de carne de aves

A avicultura de corte também segue a tendência de ultrapassagem da série histórica. A produção deve alcançar mais de 16 milhões de toneladas, consolidando a posição do Brasil como principal fornecedor mundial.

Os dados sistematizados pela Companhia demonstram crescimento de 3,6% nas exportações, com estimativa de 5,34 milhões de toneladas.

“As exportações devem continuar em ascensão em 2026, graças ao baixo impacto da gripe aviária no Brasil em comparação a outros países, reflexo das boas condições sanitárias que asseguram a qualidade e segurança da produção brasileira”, avalia Rabello.

No mercado interno, a disponibilidade prevista é de 10,85 milhões de toneladas. “O incremento de 1,8% em relação ao ano anterior mantém as expectativas favoráveis para a comercialização do produto”, destaca o estudo.

Produção de carne bovina

A Conab prevê uma leve queda na produção de carne bovina, que pode chegar a 5,3% em comparação a 2025. Ainda assim, neste ano o país deve registrar a segunda maior produção da série, estimada em 11,3 milhões de toneladas produzidas.

O ano de 2025 foi simbólico para a bovinocultura brasileira. Além do recorde de produção na série histórica nacional, o país alcançou a posição de maior produtor mundial de carne, pela primeira vez, na série histórica elaborada desde 1960 pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

A Conab avalia que com os investimentos em genética, nutrição e manejo que têm garantido maior produtividade ao plantel, a queda na produção pode ser inferior à prevista.

Ainda segundo a estimativa da Companhia, 4,35 milhões de toneladas de carne bovina devem ser exportadas, valor que, se avaliado no conjunto da série histórica da bovinocultura de corte, supera a taxa anual registrada entre 2018 e 2024.

A redução no volume de vendas neste ano reflete o início da reversão do ciclo pecuário e a cota de salvaguarda chinesa, em vigor desde 1° de janeiro. Por meio da medida, a China, maior importadora da carne bovina brasileira nos últimos dois anos, limitou as exportações nacionais à cota de 1,1 milhão de toneladas por ano, com pagamento de sobretaxa de 55% aos valores excedidos.

O gigante asiático também estabeleceu cotas para outros exportadores da proteína, incluindo Argentina, Austrália e Uruguai. Nessa conjuntura, as exportações de carne bovina devem atingir um volume elevado na primeira metade do ano.

Produção de ovos

As expectativas para a avicultura seguem aquecidas para a produção de ovos, com previsão de 51,2 bilhões de unidades, alta de 4,6% em relação ao resultado projetado para 2025, correspondente a 49 bilhões de unidades.

O aumento da disponibilidade para o mercado interno é outro ponto de relevância da série de dados, completando o quadro favorável para a avicultura nacional.

FONTE/CRÉDITOS: Olhar Alerta
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