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Politec avança na identificação das 3 vítimas de avião que caiu em Água Boa (MT)

Um dos mortos seria brasileiro e os outros dois podem ser paraguaios; restos mortais foram levados para Cuiabá para exames de DNA

Politec avança na identificação das 3 vítimas de avião que caiu em Água Boa (MT)
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A Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso (Politec) avançou no processo de identificação das três pessoas que morreram na queda de um avião Cessna, ocorrida no dia 10 de setembro, em uma propriedade rural de Água Boa, no Médio Araguaia.

Segundo informações confirmadas pela Politec nesta segunda-feira (14), um dos ocupantes seria cidadão brasileiro, enquanto os outros dois podem ser paraguaios. Os primeiros contatos com possíveis familiares já teriam sido realizados pelas autoridades.

Os restos mortais das três vítimas foram encaminhados para Cuiabá, onde serão submetidos a exames e confrontos de DNA. A identificação oficial deverá ocorrer somente após a conclusão dos procedimentos periciais.

Por enquanto, os nomes das vítimas não foram divulgados.

O avião caiu na Fazenda Santa Rita, localizada a aproximadamente 20 quilômetros da área urbana de Água Boa. A aeronave foi localizada após a queda, que matou todos os três ocupantes.

Aeronave estava parada havia cerca de cinco anos

As primeiras informações levantadas pela Polícia Civil apontam que a aeronave estava parada havia aproximadamente cinco anos em um hangar de Goiânia e não estaria recebendo manutenção durante esse período.

O avião teria decolado ainda no final da madrugada do dia 10 de setembro. Horas depois, acabou caindo na região rural de Água Boa.

As circunstâncias que levaram à queda ainda são apuradas pelas autoridades.

CENIPA não vai investigar o acidente

A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), informou que a ocorrência não será investigada no âmbito do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SIPAER).

Segundo a FAB, a aeronave era de uso particular, não possuía matrícula registrada e estava parada havia aproximadamente cinco anos. As cadernetas estavam desatualizadas e não havia inspeção vigente.

O CENIPA destacou que sua atuação é voltada exclusivamente à prevenção de acidentes e não tem como objetivo estabelecer culpa ou responsabilização.

A avaliação técnica também considerou que as condições identificadas estavam relacionadas ao descumprimento de requisitos regulamentares e que uma investigação pelo SIPAER não produziria medidas preventivas diferentes das já previstas na regulamentação aeronáutica.

Polícia Civil apura origem e circunstâncias

Desde a queda, a Polícia Civil trabalha para esclarecer a origem da aeronave, a identidade dos ocupantes e as circunstâncias do voo.

Conforme informações preliminares divulgadas pelo delegado Carlos Alberto Silva, a aeronave teria partido de um aeródromo de Goiânia. Até então, não havia confirmação oficial sobre o destino do voo ou sobre a identidade dos três ocupantes.

A investigação também apontou que o avião não possuía caixa-preta, nem gravadores de dados e de voz, o que limita a obtenção de informações técnicas sobre os momentos que antecederam a queda.

A identificação das vítimas por meio dos exames de DNA deverá representar um dos principais avanços na investigação. Os nomes somente deverão ser oficialmente divulgados após a conclusão dos procedimentos periciais.

FONTE/CRÉDITOS: Agencia da Noticia
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