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Piora das pastagens tende a pressionar arroba do boi para menos de R$ 350 em maio

Esgotamento da cota chinesa de importação de carne bovina brasileira é outro fator de pressão, indica analista

Piora das pastagens tende a pressionar arroba do boi para menos de R$ 350 em maio
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O mercado físico do boi gordo apresentou contundente queda dos preços ao longo desta semana, indica a consultoria Safras & Mercado.

Segundo Fernando Henrique Iglesias, analista da empresa, muitos frigoríficos passaram a sinalizar para um posicionamento mais confortável das escalas de abate e começaram a testar níveis mais baixos de preço nas principais praças de produção e comercialização.

“A sazonalidade é fator importante nesta estratégia, considerando a maior saída de animais durante o segundo trimestre, período em que tipicamente a qualidade das pastagens declinam e o pecuarista perde capacidade de retenção, aumentando a necessidade de negociação”, pontua.

De acordo com Iglesias, a progressão da cota chinesa de importações de carne bovina do Brasil, fixada em 1,1 milhão de toneladas (com excedente taxado em 55%), é outro elemento de grande importância a ser mencionado, com a perspectiva de esgotamento entre os meses de junho e julho.

O analista ressalta que para a próxima semana e ao longo do mês de maio, esses fatores devem incentivar a indústria a tentativas de compra abaixo de R$ 350 na praça-base São Paulo, levando a reduções em outros estados também.

Variação do preço da arroba na semana

Na sexta-feira (24), a referência média para a arroba do boi foi cotada da seguinte forma nas principais praças de comercialização do país:
  • São Paulo: R$ 362,08, contra R$ 368,33 há uma semana (-1,7%);
  • Goiás: R$ 344,64, ante R$ 355,89 (-3,1%);
  • Minas Gerais: R$ 352,27, contra R$ 357,65 (-1,58%);
  • Mato Grosso do Sul: R$ 352,77, ante R$ 359,66 (-1,9%);
  • Mato Grosso: R$ 362,91, contra R$ 364,05 (-0,31%).

Exportações de carne bovina

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 942,105 milhões em abril até o momento (12 dias úteis), com média diária de US$ 78,508 milhões, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 153,353 mil toneladas, com média diária de 12,779 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.143,4.

Em relação a abril de 2025, houve alta de 29,2% no valor médio diário da exportação, ganho de 5,8% na quantidade média diária exportada e avanço de 22,1% no preço médio.
 
FONTE/CRÉDITOS: Olhar Alerta
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