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Mercado de soja recua no Brasil com pressão de Chicago e dólar abaixo de R$ 5

Queda nos contratos internacionais, avanço do plantio nos Estados Unidos e câmbio pressionam preços e travam negócios no mercado físico

Mercado de soja recua no Brasil com pressão de Chicago e dólar abaixo de R$ 5
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O mercado brasileiro de soja registrou mais um dia de pouca movimentação e queda nos preços, refletindo um cenário externo e cambial desfavorável. A combinação entre recuo na Bolsa de Chicago e o dólar abaixo de R$ 5 segue limitando a comercialização no país.

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o ambiente atual não contribui para o avanço dos negócios. Apesar de momentos de alta ao longo do pregão, Chicago encerrou o dia no campo negativo, enquanto o câmbio permanece pressionando diretamente as cotações internas.

Com isso, os preços apresentaram recuo, principalmente nos portos, e o spread entre compradores e vendedores continua elevado. A comercialização segue lenta, com vendas concentradas em produtores que precisam fazer caixa. Os prêmios também seguem sem força, o que reforça o cenário de dificuldade.

Preços de soja no Brasil
  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 122,00 para R$ 121,50
  • Santa Rosa (RS): desceu de R$ 123,00 para R$ 122,50
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 117,00
  • Rondonópolis (MT): desceu de R$ 107,00 para R$ 106,50
  • Dourados (MS): desceu de R$ 110,00 para R$ 109,50
  • Rio Verde (GO): desceu de R$ 108,00 para R$ 107,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 127,00
  • Rio Grande (RS): desceu de R$ 128,00 para R$ 127,50

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja encerraram a terça-feira (14) em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), refletindo um conjunto de fatores que reforçaram a pressão sobre as cotações. Entre eles, a forte queda do petróleo, influenciada pela perspectiva de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã em meio ao conflito no Oriente Médio, além do bom início do plantio norte-americano e da confirmação de uma safra recorde no Brasil.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou na segunda-feira (13) que o plantio de soja atingiu 6% da área prevista no país. No mesmo período do ano passado, o índice era de 2%, em linha com a média dos últimos cinco anos.

Conab

No Brasil, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou a estimativa de produção da safra 2025/26 para 179,151 milhões de toneladas, avanço de 4,5% em relação ao ciclo anterior, quando foram colhidas 171,48 milhões de toneladas. Na projeção anterior, o número era de 177,85 milhões de toneladas.

Na Bolsa de Chicago, os contratos de soja em grão para maio fecharam em baixa de 4,25 centavos de dólar, ou 0,36%, a US$ 11,58 por bushel. O vencimento julho recuou 4,75 centavos de dólar, ou 0,40%, cotado a US$ 11,72 3/4 por bushel.

Entre os subprodutos, o farelo de soja para maio caiu US$ 2,20, ou 0,66%, a US$ 329,70 por tonelada. O óleo de soja também recuou, com baixa de 0,06 centavo, ou 0,09%, a 66,44 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial encerrou o pregão em queda de 0,08%, cotado a R$ 4,9929 para venda e R$ 4,9909 para compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana variou entre a mínima de R$ 4,9717 e a máxima de R$ 4,9957.
FONTE/CRÉDITOS: Olhar Alerta
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