m uma virada inesperada que pegou a todos de surpresa, a tão aguardada operação de desintrusão na Terra Indígena Urubu Branco, localizada em Confresa, foi completamente paralisada. A grande ação de desocupação compulsória, marcada para começar no final de outubro, foi abortada após uma decisão judicial de emergência que suspendeu imediatamente a retirada de moradores e o bota-abaixo de estruturas na região.
O clima na área — que se preparava para um cenário de tensão e confronto — mudou radicalmente. Com o freio de mão puxado pela Justiça Federal, o forte contingente policial que já ocupava o município teve que desfazer as malas e debandar. Tropas inteiras de forças federais foram desmobilizadas e deixaram o local às pressas.
Agora, o plano de guerra deu lugar a uma varredura silenciosa. Tropas remanescentes da Força Nacional e da Polícia Rodoviária Federal cumprem ordens estritas: em vez de tratores e força policial para expulsar ocupantes, o foco se restringe unicamente a realizar um levantamento georreferenciado e mapear quem são as pessoas na área.
A determinação judicial é categórica e implacável: nenhuma família pode ser retirada à força e nenhuma casa ou estrutura pode ser derrubada até que saia uma nova ordem dos tribunais.
O grande aparato que envolvia Polícia Federal, IBAMA, Funai e oficiais de Justiça permanece de mãos atadas quanto à desocupação. O destino da Terra Indígena Urubu Branco agora segue congelado na Justiça, enquanto moradores e autoridades aguardam os próximos capítulos desse impasse milionário e territorial no interior de Mato Grosso.
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