O conflito, que chega ao terceiro dia nesta segunda-feira, provocou a morte de ao menos 1.200 pessoas, sendo 700 em Israel, 493 na Faixa de Gaza e 7 na Cisjordânia, segundo o balanço mais recente.
Nos últimos dias, sirenes foram ouvidas em várias partes de Israel, incluindo grandes cidades, como Tel Aviv e Jerusalém. Os ataques atingiram prédios e veículos, causando estragos em diversas regiões do país.
Pela terra, pelo ar e pelo mar, homens armados do Hamas invadiram o território israelita na região sul do país. Agências internacionais relataram que esses homens atiraram contra pessoas que estavam nas ruas.
Dezenas de moradores israelenses foram levados como reféns para a Faixa de Gaza. A imprensa israelense informou que o grupo pode ter sequestrado cerca de 100 pessoas.
Faixa de Gaza
A Faixa de Gaza é um território controlado pelo Hamas, que jurou destruir Israel e travou várias guerras com o país desde que assumiu o poder em Gaza em 2007.
O local é um território situado entre Israel, Egito e o Mar Mediterrâneo e abriga cerca de 2,3 milhões de pessoas — uma das maiores densidades populacionais do mundo. A Faixa tem comprimento de 41 km e 10 km de largura.
O espaço aéreo de Gaza e sua costa marítima é controlada por Israel. Os israelenses também controlam quais mercadorias pode entrar e sair da região. O Egito, por sua vez, controla quem atravessa a fronteira.
De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de e 80% da população de Gaza depende de ajuda internacional e te 1 milhão de pessoas contam com ajuda alimentar diária.
O que é o Hamas?
O Hamas é o maior dentre diversos grupos de militantes islâmicos da Palestina. O grupo é classificado como terrorista por Israel, Estados Unidos, União Europeia e Reino Unido, bem como outras potências globais.
O nome em árabe é um acrônimo para Movimento de Resistência Islâmica, que teve origem em 1987 após o início da primeira intifada palestina contra a ocupação israelense da Cisjordânia e da Faixa de Gaza.
Em sua fundação, o Estatuto do Hamas definiu a Palestina histórica, incluindo o atual território de Israel, como terra islâmica e exclui qualquer paz permanente com o Estado judeu. O documento também ataca os judeus como povo, fortalecendo acusações de que o grupo é antissemita.
O líder do Hamas, Ismail Haniyeh, falou em uma entrevista à Al-Jazeera que que o bloqueio de Gaza e a normalização das relações de Israel com os países árabes foram algumas das razões para essa ofensiva.
FONTE/CRÉDITOS: Agencia da Noticia
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