Com um dos maiores rebanhos do Brasil, as exportações de carne de Mato Grosso aumentaram 43,12% apesar do tarifaço do presidente americano Donald Trump, de 50% que durou cerca de 99 dias, de acordo com dados da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedec). O resultado representa a soma das vendas ao exterior de carne bovina, suína e de aves entre janeiro e novembro de 2025.
O receio do setor agropecuário, agora, se dá em relação à sobretaxa adicional de 55% da China, válida por três anos. A medida vale sobre o excedente das cotas de países fornecedores, como o Brasil.
O bom desempenho de Mato Grosso na exportação de carne ocorreu especialmente pela estratégia de redirecionar os embarques e ampliar as vendas para mercados asiáticos, o que ajudou a passar praticamente à margem do impacto do tarifaço de Trump.
As exportações totais de carnes saltaram de aproximadamente US$ 2,7 bilhões, em 2024, para cerca de US$ 3,85 bilhões, em 2025, no acumulado de janeiro a novembro, conforme dados da Sedec.
O principal crescimento nas vendas foi da carne bovina, que bateu novo recorde, em novembro, ao superar as 112 mil toneladas, de acordo com dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Segundo a Sedec, o valor das vendas ao exterior da carne bovina passou de US$ 2,45 bilhões para US$ 3,62 bilhões no período, e pela carne suína, que avançou de US$ 59,97 milhões para US$ 68,55 milhões.
Os dados mostram que o número de abates recuou em 2025. O abate de bovinos passou de 7,14 milhões de cabeças em 2024 para 5,39 milhões em 2025.
Nos suínos, a redução foi de 2,79 milhões para 2,07 milhões, enquanto, na avicultura, os abates caíram de 211,87 milhões para 158,13 milhões de frangos. Ainda assim, a receita das exportações avançou, impulsionada pelo maior valor agregado da carne exportada, de acordo com a Sedec.
Principais compradores
O principal destino da carne bovina de Mato Grosso continua sendo a China, que responde por 54,8% de toda a carne bovina exportada pelo estado em 2025, segundo o Imea.
Contudo, o setor agropecuário segue preocupado com a sobretaxa anunciada no começo deste ano sobre a carne brasileira. A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) afirmou que qualquer incidente causa impactos em toda a cadeia produtiva, especialmente sobre o bolso do pecuarista.
Em seguida, vem Hong Kong, Egito, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Filipinas. No caso da carne suína e de aves, mercados asiáticos como China, Japão, Coreia do Sul e países do Oriente Médio mantiveram forte ritmo de compras neste ano.
FONTE/CRÉDITOS: Agencia da Noticia
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