Novos detalhes divulgados pela Polícia Civil revelam que a jovem Thamylla Reis da Silva, de 23 anos, assassinada junto com o filho Emanuel Reis Gonçalves, de apenas quatro meses, em uma fazenda na zona rural de Luciara, já vinha enfrentando conflitos constantes com o companheiro Jailton Gonçalves Coelho, de 29 anos, e chegou a avisar familiares que corria risco de morte.
Em entrevista exclusiva à Rádio Tera FM e site Olhar Alerta, o delegado Daniel Moura, responsável pelas investigações, informou que a vítima e o suspeito mantinham um relacionamento há cerca de oito anos e tiveram cinco filhos. Um deles faleceu anteriormente em decorrência de meningite. As demais crianças, com idades entre 3 e 8 anos, estavam morando em Porto Alegre do Norte para frequentar a escola.
Segundo a investigação, a relação do casal estava desgastada há algum tempo e a vítima já havia decidido deixar a propriedade rural. A mudança para Porto Alegre do Norte estava prevista para a semana seguinte.
De acordo com o delegado, os desentendimentos se intensificaram pelo menos desde o dia anterior ao crime, quando o suspeito teria afirmado que mataria a companheira.
Na manhã do crime, por volta das 7h, a vítima enviou uma mensagem para a mãe relatando que acreditava que seria assassinada pelo companheiro. Preocupada, a mãe pediu que o filho de 18 anos, irmão da vítima, fosse até a fazenda para buscá-la.
Quando o jovem chegou ao local, encontrou o suspeito segurando a irmã pelos cabelos enquanto a atacava com golpes de faca. Ele tentou intervir, mas foi ameaçado pelo agressor.
Ainda conforme o relato investigado pela Polícia Civil, o bebê estava próximo da mãe, chorando, a cerca de dois metros de distância. A suspeita é de que a criança tenha sido atingida após a mulher já estar sendo atacada. O bebê sofreu cinco perfurações na região do tórax, enquanto a mãe recebeu dezenas de golpes.
Durante o interrogatório, o suspeito apresentou uma lesão na cabeça e alegou que teria perdido o controle após ser atingido por uma paulada desferida pela companheira.
Inicialmente ele negou os fatos, mas posteriormente confessou o crime. Em sua versão, afirmou não se lembrar com clareza do ocorrido e declarou acreditar que o bebê estava no colo da mãe no momento dos golpes. No entanto, segundo o delegado, essa narrativa diverge do relato prestado pela principal testemunha do caso.
As investigações também apontam que o suspeito possui histórico de embriaguez. No momento da prisão, as forças de segurança constataram sinais de que ele estava sob efeito de álcool.
Sobre a possibilidade de enquadramento como homicídio vicário, o delegado explicou que essa linha não deverá ser considerada, uma vez que os elementos apurados até o momento indicam que a criança foi morta após a mãe.
O investigado deverá responder por feminicídio e homicídio qualificado.
FONTE/CRÉDITOS: Olhar Alerta
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