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Alta dos insumos leva Justiça autorizar RJ do Grupo Echer

Com foco na continuidade das obras, empresa busca reorganizar passivo e preservar empreendimentos

Alta dos insumos leva Justiça autorizar RJ do Grupo Echer
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A Justiça de Mato Grosso deferiu o processamento da recuperação judicial do Grupo Echer, empresa com atuação na construção civil, incorporação imobiliária e desenvolvimento de empreendimentos habitacionais no Estado. A decisão permite que o grupo inicie uma etapa formal de reorganização do passivo, preservando a continuidade das atividades e apresentação de um plano de recuperação aos credores.
 
O pedido foi apresentado à 4ª Vara Cível Especializada em Recuperação Judicial e Falência da Comarca de Rondonópolis. A recuperação judicial envolve a controladora Echer Empreendimentos, a Imobiliária Viva e produtores rurais vinculados ao grupo familiar.
 
No processo, o grupo sustenta que a medida é necessária para reorganizar dívidas acumuladas após o forte aumento dos custos da construção civil, que começou a partir da pandemia de Covid-19, quando houve alta de insumos, escassez de materiais e pressão sobre mão de obra. Este cenário impactou diretamente o fluxo de caixa de empreendimentos já contratados anteriormente e que não puderam ser repactuados na época com o agente financeiro, impossibilitando assim qualquer tipo de reajustes nos contratos de financiamentos de produção dos empreendimentos.
 
Nos documentos apresentados à Justiça, o conglomerado de empresas, aponta que a crise financeira foi agravada pela combinação entre contratos habitacionais firmados antes da escalada dos preços e a elevação expressiva de insumos como aço, cimento, alumínio, PVC, fios elétricos e madeira. Segundo a empresa, esse cenário reduziu margens, pressionou cronogramas e aumentou a judicialização relacionada a alguns empreendimentos.
 
Entre os empreendimentos do Grupo estão os condomínios Viva Alameda, Viva Cristo Rei e Viva Várzea Grande, em Várzea Grande; Viva Rondonópolis, em Rondonópolis; Viva Esmeralda, Viva Coxipó e Viva Parque, em Cuiabá, além dos loteamentos Morada do Parque, em Querência, e Morada do Valle, em Canarana.
 
Parte desses empreendimentos já está concluída, enquanto outros seguem em andamento ou em fase de retomada após a apresentação do plano. No pedido de RJ, a empresa afirma que o instrumento tem justamente o objetivo de preservar os ativos necessários à continuidade das obras, manter a operação e criar condições para que os projetos sejam concluídos e entregues aos adquirentes, dentro de uma reorganização conduzida sob supervisão judicial.
 
Antes de recorrer à recuperação judicial, o grupo afirma já ter adotado proativamente medidas internas para tentar recompor o equilíbrio financeiro, como renegociação com fornecedores, reprogramação de obras, aporte de recursos próprios dos sócios, permutas de ativos, captação de financiamentos e contratação de consultoria especializada em reestruturação. Além disso, os prazos de entrega também já vinham sendo readequados e comunicados aos clientes.
 
Com o deferimento, a companhia terá prazo legal para apresentar o plano de recuperação judicial, no qual deverão constar as formas de pagamento dos credores, estratégias de geração de caixa, eventual venda organizada de ativos e medidas para continuidade da atividade empresarial.
 
GRUPO ECHER
 
Fundado em 2010, em Rondonópolis, a Companhia nasceu de uma iniciativa familiar e cresceu no setor habitacional em Mato Grosso. A empresa começou com a construção de uma casa de aproximadamente 63 metros quadrados e, nos anos seguintes, passou a desenvolver empreendimentos em escala, especialmente após a aprovação no processo GERIC da Caixa Econômica Federal, em 2013.
 
Desde então, expandiu sua atuação para municípios como Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande, Querência, Canarana, Água Boa e Nova Brasilândia. Ao longo da trajetória, o grupo afirma ter participado da entrega e viabilização de mais de 3 mil unidades habitacionais no Estado, com projetos voltados à moradia, urbanização e formação de novos bairros.

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